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Tempo da História


Historicamente a Ilha de Santa Catarina, e posteriormente a Povoa de Nossa Senhora do Desterro, se destacou como núcleo central do processo de ocupação do litoral sul brasileiro, e foi uma das principais portas de entrada para o Brasil Meridional.

A fundação efetiva da Povoa de Nossa Senhora do Desterro ocorreu por iniciativa do bandeirante paulista Francisco Dias Velho, por volta de 1651. Em 1678 ele deu início à construção da Capela de Nossa Senhora do Desterro, definindo o centro do povoado e marcando o nascimento da Vila. Aos poucos foi se processando uma ocupação litorânea lenta e espontânea, por meio de sesmarias.

A partir da fundação da Colônia de Sacramento (1680), e da conseqüente necessidade de dar-lhe cobertura militar, a ilha catarinense passou a representar um ponto estratégico de importância para a Coroa Portuguesa. A sua posição era valorizada por situar-se praticamente a meio caminho entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, na época as duas maiores cidades litorâneas da face atlântica da América do Sul. A localização geográfica e as vantagens físicas do porto desterrense impuseram-se às razões políticas e econômicas, justificando a criação da Capitania da Ilha de Santa Catarina (11/08/1738), e motivando a implantação do mais expressivo conjunto defensivo litorâneo do Sul do Brasil. A organização do sistema de defesa ficou a cargo do Brigadeiro José da Silva Paes. Foram construídas as fortalezas de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim (1738), de São José da Ponta Grossa (1740), na praia de Jurerê, de Santo Antônio, na Ilha de Ratones Grande (1740), e de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Sul (1740), na Ilha de Araçatuba. Posteriormente foram erguidos os fortes de São Francisco Xavier, São Luiz, São João, Sant’Anna e Santa Bárbara, sendo que somente os dois últimos ainda permanecem.

A partir deste evento, o afluxo populacional tomou impulso, incrementando-se novas doações de sesmarias. Entre 1748 e 1756, aqui aconteceu o maior movimento organizado de transferência em massa de colonizadores açorianos (em torno de 6.000 pessoas). Estes colonos, além de se fixarem no núcleo central, fundaram diversas freguesias no interior da Ilha e no litoral da região continental.

No século XVIII, em 23 de março de 1726, Desterro foi elevada à categoria de Vila, e tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823, um período de grande prosperidade, com o investimento de recursos federais. Com o advento da República (1889), e a vitória das forças comandadas pelo Marechal Floriano Peixoto, em 1894, houve a mudança imposta do nome da cidade para Florianópolis, em sua homenagem.

A cidade, ao entrar no século XX, também passou por profundas transformações, sendo que a construção civil foi um dos seus principais suportes econômicos.

     

          


         

O tempo da história

   

1143

Portugal se torna independente, separando-se da Espanha, em grande parte ainda ocupada pelos árabes.

1249

Os mouros são expulsos de todo o território de português.

1385

Após uma das primeiras revoluções burguesas da história da Europa, a dinastia de Avis sobe ao trono português, com o rei D. João I.

1415-1487

Portugal assume a vanguarda das navegações européias com uma série de expedições ao litoral ocidental da África.

1488

Bartolomeu Dias passa o Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

1494

Portugal e Espanha dividem o mundo em duas partes no Tratado de Tordesilhas.

As terras localizadas a leste de uma linha a 370 léguas da Ilha de Cabo Verde pertenceriam à Espanha. As restantes seriam de Portugal.

1498

O navegador português Vasco da Gama é o primeiro europeu a chegar por mar até a Índia.

1500

Pedro Álvares Cabral deixa Portugal com 13 embarcações.

Cabral chega à Bahia no dia 22 de abril, após um dos barcos ter se perdido no caminho.

1514

Expedição de Cristóvão de Haro e de Dom Nuno Manoel. Isla de los Patos.

1515

Expedição de João Dias Solis. Baía de Los Perdidos.

Juan Dias Solís ,parte do porto de  Lepe , na Espanha a 15 de outubro com seus dois navios em viagem para o sul do continente recém descoberto, à procura de uma passagem para o grande oceano. Na latitude 27º22'49" encontra uma pequena ilha, chamada pelos nativos de Meiembipe, a qual ele,por sua vez, denomina Baia de los Perdidos.Nesta viagem, descobre também o Rio Do Prata (Rio Solís), onde perde um de seus barcos e encontra a morte na luta contra os índios do território que hoje forma o Uruguai. Na volta para a Espanha o barco restante naufraga ao passar pela Baia de los Perdidos na entrada sul da Ilha deixando aqui 11 náufragos. Este é o primeiro naufrágio aqui na ilha, que se tem noticias.

1525

Juan Sebastian Elcano em expedição para o pacífico aporta na Isla de los Patos.

Juan Sebastian Elcano em expedição para o Pacífico, ao cruzar o sul do Brasil teve sua expedição desbaratada por um forte temporal como resultado Nau San Gabriel veio aportar na Isla de los Patos a 24 de julho, onde encontrou 4, dos 11 náufragos deixados pela expedição de Solís.

1526

Expedição de Sebastian Caboto.

A 28 (19?) de outubro, a Nau capitania Santa Maria de la Concepcion da Flotilha de Sebastian Caboto naufragou na entrada norte da ilha quando tentava adentrar na Isla de los Patos. A mesma chocou-se com uma ilhota, que poderia ser a Deserta ou a Gales e aqui permaneceu por 4 meses (08 ou 15/02 de 1527), enquanto era construída uma galeota para poder seguir viagem, e denominou ilha de Santa Catarina.

Expedição de D. Rodrigo de Acuña.

A 01 de maio, a nau "São Gabriel" comandada por D. Rodrigo de Acuña aporta na Ilha. A embarcação fazia parte de uma frota espanhola que, voltando das Molucas, foi desfeita por um temporal próximo ao Estreito de Magalhães.

1527

Expedição de Diego Garcia.

Segue viagem a expedição de Sebastian Caboto, deixando Francisco de Rojas, Miguel de Rodas e Martim Mendes.

1531

Expedição de Martim Afonso de Souza. Capitania Santo Amaro e Terras Sant’Ana.

1534

As terras de Sant'Ana, foram entregues a Pero Lopes de Souza por D. João III de Portugal.

1535

Em 21 de janeiro, o Rei de Portugal, D. João III, confirma a doação, hereditária, a Pero Lopes de Souza, de quarenta léguas de terras a partir de doze léguas ao sul da Cananéia acabando nas terras de Sant'Ana". Deste território fazia parte toda a costa catarinense. 

1536

Expedição de Alonso Cabrera. Cristianização de indígenas por missionários, frades: Afonso Lebron e Bernardo de Armenta.

1540

Expedição de Dom Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca.

Dom Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca aporta junto à ilha de Anhatomirim, tomando posse da região em nome do Rei de Castela. Montou uma expedição para ir até Assunção (no Paraguai) por terra, com 300 homens e 30 cavalos. Dizem que ele partiu da Enseada de Garoupas e andou 8 meses (500 milhas) até chegar a seu destino. Na passagem descobriu as Cataratas do Iguaçu.

1541

Segue viagem, após cerca de seis meses na Ilha, a Expedição de Dom Álvaro Nuñes Cabeza de Vaca.

Cristianização de indígenas pelos Jesuítas Leonardo Nunes, Pedro Corrêa e João de Souza.

1549

Em 25 de novembro, desembarcam na Ilha, o alemão Hans Staden e um grupo de navegadores.

1554

Expedição de Hans Staden.

1559

Expedição de Jaime Rasquim.

1573

Expedição de Ortiz de Zárate.

1577

Expedição de Diego Zárate y Mendieta.

1610

Existia na ilha um pequeno comercio com Santos.

1645 

Antônio Amaro Leitão se estabelece com alguns povoadores.

1651

Erguido um cruzeiro, permanecendo no adro da igreja até 1727.

1673

Fundação do povoado Nossa Senhora do Desterro, pelo paulista Francisco Dias Velho.

Chega à ilha Francisco Dias Velho. Com a família, vem de São Paulo, trazendo 500 índios domesticados, 2 padres da companhia de Jesus e alguns agregados, dentre eles José Tonico com a esposa e filhos. Dias velho impulsiona o desenvolvimento da ilha. Cabe salientar que alguns historiadores consideram a como data da fundação do povoado o ano de 1651.

1678

Início da construção da Capela Nossa Senhora do Desterro.

1679

Nasce Silva Paes.

A 25 de agosto nasce em Portugal na freguesia de Nossa Senhora das Mercês, José da Silva Paes, que no futuro virá a ser o primeiro governador da Província de Santa Catarina.

1681

Povoamento. Início.

1687

Conflito com piratas e confisco de carga.

Amanhece na Ilha da Desterro, em Canasvieiras, um navio pirata. Dizem alguns historiadores que era Robert Lewis, o pirata. Para fazer reparo no casco de seu navio, Lewis, retirou sua carga e a deixou na praia, pois julgava ser a ilha desabitada. Tendo sido avisado do ocorrido por seus índios, Dias Velho vai ao local prende o Pirata e a carga que estava na praia, provavelmente levando-a para a ermida. Os piratas são mandados presos para Santos e juram vingança ao bandeirante.

1688

Assassinato de Dias Velho na invasão da Ilha por piratas.

Acreditam alguns historiadores que os piratas que Dias Velho prendeu foram soltos e voltaram à Ilha para a vingança. Aportam em Canasvieiras e a tarde uma frota de lanchas desembarca na Praia de Fora para tomar a povoa de assalto. Mas Dias Velho já tinha sido avisado e se arma e entrincheirado, consegue rechaçar o ataque causando grande perda ao inimigo, que bate em retirada. Julgando que o inimigo não voltaria, pelo menos no dia seguinte, Dias Velho vai dormir sossegado. Pela madrugada os piratas voltam e encontram a Ilha totalmente sem defesa. Invadem a povoa e prendem os padres, colonos, mulheres e o bandeirante na ermida. Em seguida violam três moças na frente de seus pais o que deixa o bandeirante furioso, Dias Velho investe sobre os piratas na tentativa de pegar uma arma para lutar mas um tiro em seu crânio faz com que caia mortalmente ferido. Os facínoras pretendiam levar para bordo a prata, as mulheres e a família do bandeirante morto, mas pelas suplicas dos padres deixam todos os reféns e vão embora.

1698

Chega a ilha o Capitão Antônio Bicudo Camacho trazendo consigo 20 casais com o intuito de aumentar a população da Ilha.

1709

Em 24 de março, o Rei de Portugal expede carta exigindo desalojar da Ilha cinco corsários franceses.

1711

Tinha a Ilha 147 almas sem contar negros e índios.

1712

Em 31 de março chega a Ilha de Santa Catarina a expedição do navegante francês M. Frezier.

1714

Oficiado pelo frei Agostinho da Trindade, o primeiro casamento religioso registrado na freguesia de Nossa Senhora do Desterro.

Os contratantes foram, Domingos Martins e Domingas da Costa, esta filha de José Tinoco, um dos primeiros colonizadores da Ilha, integrante da expedição de Francisco Dias Velho. 

Chega a ilha Manoel Manso Avelar.

Vêm de São Paulo uma terceira leva de índios domesticados e algumas famílias, entre as quais a de Salvador de Souza nomeado Capitão-Mor, e a de Manoel Manço Avelar nomeado como Sargento-Mor e mais alguns casais portugueses.

1717

Solicitação, a 11 de março, de informações sobre a Ilha.

Tendo em vista requerimento do Sr. Sebastião da Veiga Cabral, para que lhe fosse doada a referida ilha, pois segundo o requerente a mesma era "deserta e inabitada.

1719

Passam pela Ilha os navegadores George Shelvocki e Willian Betaghi com suas expedições.

Chega o Ouvidor de São Paulo Dr. Rafael Pires Pardinho.

Nesta época a Povoa tinha 27 casas e pouco mais de 130 pessoas de confissão.

1724

Regularização administrativa municipal.Já havia na Ilha uma banda de musica.

1725

Antônio Novo Pendão saia pelo porto de Desterro com uma embarcação carregada de peixe com o objetivo de contrabandear a carga.

1726

Ascensão do povoado à vila.

A 23 de março a póvoa é elevada à categoria de vila, pelo ouvidor de Paranaguá Antônio Alves Lanha Peixoto, que convocou os moradores para o sorteio dos pelouros.

1727

Toma posse da paróquia da Desterro, seu primeiro vigário Padre Francisco Justo de Santiago. Porém o povo queria o Frei Trindade.

1728

Ocupação militar. Guarda e defesa dos domínios portugueses.

1730

Paróquia Nossa Senhora do Desterro, 20/03. Criação.

1732

O serviço militar chega em Desterro 

Tiram-se os primeiros homens para o serviço das armas. Com isso a já  minguada agricultura fica desfalecida. Por alvará de 05 de março foi criada a freguesia de Nossa Senhora de Desterro e também nomeado para seu vigário padre Estevan Simões Manço.

Freguesia de Nossa Senhora do Desterro. Criação.

Contratos de pesca de baleia: Domingos Gomes da Costa e Braz de Pina. Inicia-se a pesca comercial da baleia.

1734

Chega a Ilha o Brigadeiro José da Silva Paes para assumir o governo da província.

1737

Chega a Ilha Francisco Antônio Branco.

Aportou na enseada de Canasvieiras uma nau espanhola, da qual alguns tripulantes desertaram para a Ilha, por maus tratos. Entre eles estava Francisco Antônio Branco que veio a casar-se com a filha de Manço Avelar, (o mandão da Ilha naqueles tempos), Clara Manço Avelar.

1738

Criação, em agosto, do governo militar com sede em Desterro e José da Silva Paes como seu primeiro Governador.

1739

Chega a Ilha uma guarnição de infantaria composta de: 1 capitão de infantaria, 1 alferes, 2 sargentos, 52 soldados e 7 artilheiros. Todo esse contigente vem para proteger a Ilha e seus moradores.

Silva Paes inicia a construção da Fortaleza de Santa Cruz na Ilha de Anhatomirim (Cão Pequeno ou Pequena Ilha do Diabo).

Chega à Ilha o Brigadeiro José da Silva Paes e instala o primeiro governo realmente independente da Ilha de Santa Catarina.

O legendário Regimento de Linha da Província de Santa Catarina, que mais tarde ficaria conhecido como Regimento Barriga Verde, é criado.

Silva Paes, traz a sede do governo da província para a Ilha, e a Casa do Governador e outros edifícios públicos são edificados.

1740

Silva Paes inicia as obras de construção do Forte São José na Ponta Grossa e do Forte Santo Antônio na ilha de Ratão Grande.

Chega à Ilha em 21 de setembro o navegador Alm. George Anson e com sua esquadra, composta de 5 navios de guerra, sendo eles: Centurion com 60 canhões, Gloucester com 50 canhões, Seven 50 canhões, Perle com 40 canhões, Wager com 28 canhões e o Tryal com 8 canhões.

1741

Silva Paes inicia a as obras de construção do Forte Nossa Senhora da Conceição na ilha de Araçatuba.

1742

Carta Régia separando o termo da vila de Laguna do governo de São Paulo, integrando-o à Capitania de Santa Catarina.

1744

A construção da Fortaleza de Santa Cruz na ilha de Anhatomirim é concluída.

Carta Régia autorizando a instituição da Ordem Terceira de São Francisco, tendo seu primeiro comissário, o frei Alexandre de Santa Cruz.

1746

Retorno de Silva Paes ao Governo da Capitania, após expedição a Colônia do Sacramento..

1747

A Provisão Régia, em agosto, estabelecendo regras de assentamento dos casais em Desterro.

A 9 de agosto, Dom João V,  rei de Portugal, determina que sejam transportados 4.000 colonos oriundos das ilhas dos Açores e Madeira para as províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

1748 

Tem início a chegada dos colonos açorianos para as províncias do Sul. Inicialmente vieram 461 colonos.

A 20 de janeiro, em carta do governador da Capitania de Santa Catarina, Brigadeiro José da Silva Paes, ao Rei D. João V, informa sobre as condições de precariedade de saúde dos colonos estabelecidos na Ilha.

A 15 de setembro o governo da Ilha passa para as mãos do Cel. Manoel Escudeiro de Souza. O Governador então faz planos para transferir a capital para o continente.

1749

Fundada a Ouvidoria de Santa Catarina com jurisdição sobre Desterro.

Em dezembro, chega um novo transporte, com 1066 colonos.

Ordem real, a 20 de novembro, de S.M. D. João V ao governador de Santa Catarina que determinou assistisse com terras, ferramentas e armas, aos filhos dos casais açorianos que viessem a contrair matrimônio na Capitania.

Ordem real, a 10 de dezembro, de S.M. D. João V ao governador de Santa Catarina que determinou assistisse com medicamentos no primeiro ano aos colonos açorianos estabelecidos na Capitania.

1750

Criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Pároco Manoel Cabral de Bittencourt.

Criação da Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades e Santo Antônio. Pároco Domingos Pereira Teles (Pico, Açores).

Chega à Ilha mais uma leva de colonos Açorianos e Madeirenses.

Aviso Real, a 3 de dezembro, determinava a criação de um colégio dos padres da Companhia de Jesus, na vila de Nossa Senhora do Desterro.

1752

Em 8 de janeiro é criada a Freguesia de São Miguel.

1753

Começa a construção da Catedral Metropolitana.

Naufrágio no sul da ilha.

Parte da Ilha duas Sumacas com destino ao Rio Grande do Sul com 250 colonos a bordo. Um pampeiro jogou as duas Sumacas contra os Penedos da barra do sul junto a ilha de Araçatuba. Deste desastre somente 77 colonos sobreviveram.Desde então aquela ponta ficou conhecida como Naufragados.

1754

Em 2 de abril, um edital do então governador D. José de Melo Manuel obriga todos os colonos que tiverem mais de cem braças de terra lavráveis a cultivar, anualmente, pelo menos cem pés de algodão.

Acontece a primeira Festa do Divino na localidade de Santo Antônio de Lisboa.

1759

Em 7 de abril, no  Desterro, deixa a Ilha de Santa Catarina após visita, o Vice-rei Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela.

1760

Vem preso para Anhatomirim, José Mascarenha Pacheco a mando do Marques de Pombal.

Após algum tempo de prisão ele montou uma sala para ensinar aos filhos de soldados as primeiras letras. Isso porque ele veio como preso incomunicável.

Teve inicio, a 27 de julho, a construção da capela do Senhor Jesus dos Passos, na Igreja do Menino Deus, na vila do Desterro. A obra será concluída no ano seguinte, tendo custado 421 mil e 810 réis.

1761

Nasceu na Desterro, Joaquim Francisco do Livramento, o Irmão Joaquim. Que ficara conhecido como Irmão Joaquim.

1762

A 2 de maio foi iniciada a construção da Capela do Menino Deus pela bem aventurada Dona Joana de Gusmão, para abrigar uma imagem que trazia consigo.

Início da construção do fortim São Francisco Xavier.

Sob os planos do engenheiro militar José Custodio de Farias, o governador Cardoso de Menezes, iniciou a construção do forte São Francisco Xavier onde hoje é a Praça Esteves Junior.

1763

Chega a Ilha Dom Antônio Joseph Pernetty.

Nesta sua viagem em que iria fundar uma povoação Francesa nas ilhas Malvinas. Aportou aqui na Ilha no dia 23 de novembro e ficou ancorado entre os três fortes da baia norte.  

Construção do forte Santana.

Foi erguido junto ao Estreito lado da Ilha o Forte Santana, pelo Governador Coronel Cardoso de Menezes. De traçado poligonal com 9 canhões e sua muralha de 1,20m de espessura no parapeito. Com risco do Brigadeiro José Custodio de Melo.

1764

A chegada da imagem do Senhor Jesus dos Passos.

Passava pela Desterro a imagem do Senhor dos Passos (Jesus com a cruz nos ombros e caído de joelhos) escultura atribuída ao escultor Bahiano chamado Francisco das Chagas conhecido pela alcunha de "o cabra". O destino desta imagem era o Rio Grande do Sul, mas todas vez que se tentava leva-la para lá um pampeiro impedia a entrada da imagem no Rio Grande o navio tinha que voltar para cá, então a imagem não saiu mais daqui da ilha.

1765

Irmandade do Senhor dos Passos. Fundação, 1º de janeiro, 24 irmãos.

Início da construção do fortim São Caetano.

O governador Francisco de Souza Menezes inicia a construção do fortim São Caetano,que seria mais uma bateria na ponta grossa.Localizava-se um pouco mais a baixo que o forte São José, mas virado para a praia de Canasvieiras. Uma ordem do Vice-Rei para o governador de Santos, dizia que embarcasse para Desterro duas companhias daquela guarnição. Pois temia-se uma invasão espanhola.

1766

É realizada a primeira procissão do Senhor dos Passos.

1767

Marcharam 100 praças do Regimento de Linha da Ilha para defender o Rio Grande do Sul. Poucos retornariam a seu torrão natal.

1768

Permanência da imagem do Senhor dos Passos no Desterro.

Inicia-se a construção do Prédio da Câmara e Cadeia, hoje é o prédio da prefeitura na praça XV.

Vai para o Menino Deus a irmandade do Senhor dos Passos.

1769

Chega à Desterro a mando de Sua Majestade, o cirurgião Paulo Lopes Falcão. Depois de muitos pedidos da população ao Rei para que a Desterro tivesse um medico.

1770

Início da construção do forte São Luiz.

O governador Francisco de Souza Menezes, da início as obras de construção do forte São Luiz sob os planos do Sargento-mor Francisco José da Rosa, na praia de fora, onde hoje fica o Jardim Lauro Müller.

1771

Nasce, em Portugal, Antônio Vicente da Cunha. Ordenado padre em 1805 e vigário das freguesias da Lagoa e de Santo Antônio, em Desterro.

1772

Foi fundada a armação da Lagoinha na costa oriental da Ilha, com a capela dedicada a Sant'ana.

Chega a Desterro a imagem de Nosso Senhor do Calvário. Com seus braços móveis permitindo sua retirada da cruz.

1773

Foi fundada a Irmandade do Espírito Santo.

1775

O Governador Antônio Carlos Furtado, inicia a construção de um Fortim na Lagoa da Conceição.

1776

O Rei de Castela, Carlos III, monta uma grande esquadra de Guerra e dá o comando a Dom Pedro Cevallos Cortez y Calderon.

1777

Invasão da armada espanhola.

A 17 de fevereiro:

estava próximo a Ilha a frota portuguesa comandada pelo irlandês Robert Mac Douall. Mas retirou-se da Ilha assim que teve noticias da frota espanhola, foi se esconder na Enseada de garoupas, mais precisamente no Caixa d'Aço. Pois a ordem do Marques de Lavradio era para não arriscar nenhum navio da frota Portuguesa em combate com os Espanhóis. Assim que os navios Espanhóis deixaram de procurar a frota Portuguesa, ela saiu de seu esconderijo e rumou para o Rio de Janeiro. Quando a sentinela do Forte Santa Cruz olhou para Canasvieiras levou um susto, saiu correndo para avisar seu comandante (Miguel Gonçalves Leão). A enseada de Canasvieiras fervilhava de velas (navios) e não eram portuguesas.Chega a Ilha a Frota espanhola montada por Carlos III e comandada pelo general Cevallos ,coisa jamais vista ate então.

No dias 23:

efetuou-se o desembarque das tropas na praia de Canasvieiras. Não teve a menor dificuldade pois o Fortim de São Caetano estava abandonado pelas tropas, que foram refugiar-se no Forte São José, sem disparar um único tiro. 

No dia 24: 

as 4 horas da manhã dirigiram-se para tomar o forte São José e ao amanhecer é que se viu que o Forte estava abandonado, completamente vazio, seu comandante Capitão Simão Rodrigues Proença, tinha abandonado o forte antes que o inimigo lhe cortasse a retirada. O povo começa a abandonar a Ilha pois o inimigo esta cada dia mais perto e não se vê combate. Neste dia o Conselho de Oficiais resolve evacuar a Ilha e sai em uma disparada desordenada, mandando o Regimento Barriga Verde sob o comando de Fernando Gama Lobo Coelho com 337 homens, para o combate em Santo Antônio de Lisboa, onde Ficaram entrincheirados por muito tempo. 

No dia 25: 

Cevallos pessoalmente toma posse do Forte São José. Ao anoitecer as Fragatas Vênus e Lebre , mais duas bombardeiras se postaram em frente ao Forte Santa cruz, intimando-o a uma rendição.

No dia 27:

Cevallos apodera-se da Ilha. O Cel. Fernando da Gama Lobo quebra a haste da bandeira de seu regimento para não ver uma outra bandeira naquele mastro. O alferes José Correia da Silva, do regimento de Pernambuco, enrola a bandeira do seu regimento em seu próprio corpo e foge mato a dentro.

1778

Desocupação das forças espanholas de Desterro.

A Ilha é devolvida aos portugueses pelo então governador da Ilha o espanhol Guilherme Waugham, e é recebida pelo Cel. Francisco da Veiga Cabral da Câmara, do regimento da Bahia.

1779

Passa a governar a Ilha Francisco Barros de Moraes Araújo Teixeira.

Homem, cuja séria administração foi a mais fecunda de Santa Catarina. Entre suas obras citamos:

Conclusão do prédio da Câmara e Cadeia, ajuda ao Hospital de Caridade do Irmão Joaquim, a liberação dos soldados para que voltassem para suas plantações, plantação de cana para fazer açúcar e aguardente, bem como também: tabaco, anil, trigo, linho, mandioca, etc.

1780 

Morre, a 16 de novembro, em Desterro, aos 92 anos, a virtuosa beata Dona Joana de Gusmão.

Inaugurada, a 29 de dezembro, a Casa da Câmara Municipal da vila do Desterro, atualmente Paço Municipal cuja construção fora iniciada em 1772.

1781

Morre, a 8 de março, em Desterro, a beata Jacinta Clara.

Substituiu D. Joana de Gusmão na direção da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos após o seu falecimento no ano anterior.

1782

Tem início a atividades da confraria como Caridade dos Pobres, que atendia os pobres enfermos e antecedeu ao Hospital de Caridade.

1783

A 31 de dezembro chega a Ilha a imagem de Nossa Senhora das Dores, que acompanha o Senhor dos Passos nas procissões.

1784

Chega a Ilha a imagem do Coração de Jesus.

1785 

Chega a Ilha em 9 de novembro, o Conde La Perouse, Jean-François Galaup de La Perouse, em sua vigem de pesquisa fica fundeado a meia légua da ilha de Anhatomirim.

1786 

Passa a comandar a Fortaleza de Santa Cruz um jovem de 38 anos chamado Alexandre de Azevedo Leão, filho de Miguel, o comandante da fortaleza durante a invasão de 1777.

1787 

Joaquim da Silva Ramos, natural da Desterro, obtém junto ao protomedicatode Lisboa a licenciatura do cargo de médico cirurgião.

Morre frei José Maria de Jesus Cunha, comissário da venerável Ordem 3ª do Desterro.

1789

Abrem-se as portas do Hospital de Caridade aos pobres.

1791

O caso do alojamento militar do Campo do Manejo de Soares Coimbra.

O Coronel Manoel Soares Coimbra, governador da Província de Santa Catarina. Era um grande apaixonado pela Ilha de Desterro, resolve construir um quartel para alojar as tropas aqui existentes. Para isso, o governador "passa a perna" na Ordem Terceira e fica com o terreno onde vai construir o quartel. O Capitão Luiz Rodrigues Pereira, a pedido de Coimbra, faz o Risco (projeto) e comanda a construção. Como governador não tem muito dinheiro para realizar a obra usa a mão de obra dos soldados do quartel em suas horas de folgas. Ele mesmo gerenciou as compras de material e pagamento. Só que o fato desgosta o então Provedor da Fazenda Real, senhor João Prestes de Melo, que denuncia ao Vice-Rei o nosso governador. As denúncias são de que o governador recrutou 500 homens para seu regimento, coisa comum, e que iniciou a obra de um grande quartel sem as provisões de fundos necessários e também de ter aproveitado os  soldados como operários na obra. O Vice-Rei mandou chamar o governador Soares Coimbra, a corte para explicações. Ao chegar ao Rio de Janeiro, Soares Coimbra é preso e o Vice-Rei instaura um inquérito na Desterro para apurar as irregularidades, mas ninguém poderia depor a favor de Coimbra pois existiam ameaças de prisão e insultos a quem o fizesse. Esta patifaria só acabou em 1794. Tempos depois, o Governador volta a Ilha.  

Em 1798, João Prestes Melo vai para Lisboa "fazer a caveira" do governador Coimbra, mas parece que algo sai errado para o lado dele, pois nunca mais é visto na Ilha, ao contrario de Coimbra, que retorna a Ilha e é promovido.

Em 1802, volta à Ilha o ex-governador Soares Coimbra, agora no cargo de Brigadeiro, vem para comandar as tropas aquarteladas no quartel que ele mesmo construiu, enquanto governador. Ficam provadas sua inocência e probidade e a Corte lhe devolve seus bens e sua dignidade.  

1792 

Nasce no Desterro, a 9 de novembro o Escritor e Historiador catarinense Manoel Joaquim de Almeida Coelho.

Publicou "Memória Histórica da Província de Santa Catarina". Morreu em 1871.

1793 

Início da construção do Forte São João.

O governador João Alberto de Miranda, inicia a construção do Forte São João (no Estreito lado continental). Hoje já quase nada existe deste Forte, que ficava ao lado da cabeceira da ponte Hercílio luz. O Risco foi do Sargento-Mor Joaquim Correia de Serra.

Início da construção do Forte Santa Bárbara.

Esta localizado onde hoje é a sede da Fundação Franklin Cascaes, ex-sede da Capitania dos Portos. O Risco foi do Sargento-Mor Joaquim Correia de Serra.

Nasce na Desterro, Othon da Gama Lobo D'Eça.

É Autor de "Cinza e Bruma", "Vindicta Braba", "Aos Hespanhois Confinantes", "Homens e Algas" e "Nossa Senhora de Assunção". Morreu em 1865.

1796

Entram 116 embarcações no Porto da Desterro, sendo 7 delas estrangeiras.

1795

Morre na vila de São Pedro do Rio Grande do Sul, o brigadeiro lagunense Rafael Pinto Bandeira.

1797

Passa pela Ilha o navegador Major James George Semple Lisle, onde é recebido com grandes honras.

Carta Régia, datada de 20 de novembro, suspendeu o degredo de portugueses para a Ilha de Santa Catarina.

1800

Morre na vila de Desterro, o governador da Capitania de Santa Catarina, João Alberto de Miranda Ribeiro.

1803

Igreja São Francisco - Lançamento da pedra fundamental.

É criada a freguesia de Nossa Senhora da Lapa no Ribeirão da Ilha.

Estiveram na ilha os seguintes navegadores russos: Adam Johann Von Krusenstern, Urey Lislansky e o Barão George Heinrich Von Langsdorff

1804

Nasce na Desterro, a 25 de março, o músico e compositor Barão de Santo Angelo, que nos deixou um valioso espólio de músicas sacras.

1807

O ex-governador Coimbra sente-se mal dentro do quartel e vem a falecer meses depois.

O navegador inglês John Maw aporta na Ilha em visita.

1808

O navegador russo Vassili Golovnin aporta na Ilha em visita.

1809

Criada, em 19 de janeiro, a freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão, na Ilha de Santa Catarina.

Carta Régia, a 14 de abril, estabelece a separação dos governo da Ilha de Santa Catarina e o da Capitania do Rio Grande.

1812

Nomeado Francisco Lourenço de Almeida como o 1º prefeito de Desterro (Florianópolis). 

O navegador norte americano David Poter aporta na Ilha, em visita.

1813

A 14 de maio, o brigadeiro Jose da Gama Lobo Coelho D'Eça é nomeado chefe do Regimento de Linha de Santa Catarina.

1815

O navegador russo Otto Von Kotzebwe aporta na Ilha em visita.

O navegador francês Adalbert Von Chamisso aporta na Ilha em 12 de dezembro próximo a Fortaleza de  Santa Cruz.

O navegador Louis Choris aportou aqui na Ilha em 29 de novembro e nos deixa um legado de 4 telas em que retratou a Ilha e seus arredores.

1817

Provedoria da Real Fazenda (extinção do órgão) e a criação da Junta da Fazenda.

1821

A 12 de fevereiro é criada a Comarca de Santa Catarina.

Em 1º de abril, em ato solene é jurada a Constituição Portuguesa na vila de Nossa Senhora do Desterro.

1822 

O navegador francês Louis Isidore Duperrey a 15 de outubro ancora na Desterro.

1823 

Desterro é elevada à categoria de cidade e continua a ser a capital da Província de Santa Catarina.

Provisão, a 8 de abril, do governo provisório da Província de Santa Catarina, mandou dar sesmarias de quarto de légua aos colonos residentes na província e a todas as pessoas que estivessem em condições de fazer um estabelecimento rural.

Portaria da Fazenda Real, a 2 de abril, mandava recolher à Corte toda a barbatana de baleias existente nas armações baleeiras da costa catarinense.

1824

Presta-se juramento à Constituição do Império.

Assume o primeiro presidente da Província de Santa Catarina, o Desembargador João Antônio Rodrigues de Carvalho.

Nasce em Desterro, o professor João Silveira de Souza.

1825

O navegador suíço Carl Frederich Gustav Seidler ancora na Ilha.

Criação de um correio terrestre, ligando Desterro a Porto Alegre e a Paranaguá.

Criada, a 25 de janeiro, Portaria Imperial determinou que não se construíssem casas nas praias da cidade do Desterro.

1826

A 20 de março desembarca na Ilha o Augusto Senhor Imperador e Fundador do Reino do Brasil  Dom Pedro I.

O padre Lourenço Rodrigues de Andrade, de Santo Antônio de Lisboa, é escolhido Senador do Império.

1827

Distrito de Paz. Divisão da cidade em dois distritos.

1828 

Nasce na Desterro, a 15 de abril , Manoel de Almeida Gama Lobo D'Eça, Barão de Batovi.

O navegador suíço Heinrich Trachsler ancora na ilha.

1829

Serviço Postal do Império. 1º titular: Vicente José Ferreira Braga.

Ano de muita miséria para a Ilha. O Presidente da Província adverte que o êxodo dos jovens é muito grande.

Morre, em Marselhe - França, aos 68 anos, o benemérito Irmão Joaquim.

Nasce na Desterro, o teatrólogo e militar Álvaro Augusto de Carvalho.

Escreveu várias peças teatrais que o consagraram como o primeiro dramaturgo catarinense. Dentre suas peças encenadas na Desterro, estão "O Pescador Pedro Martelli" ou "O Conde de Castellamar", "Uma Moça de Juízo" e "Raimundo".

1830

A 15 de abril um vento muito forte assola a Ilha e o continente fronteiriço, causando enorme prejuízo em todos os setores.

1831

Criação da Freguesia de São João Batista do Rio Vermelho (11/08).

O Catharinense. 1º jornal impresso, 28/07. de Jerônimo Francisco Coelho, “O pai da imprensa catarinense”.

Nasce na Desterro, Manoel da Silva Mafra, conhecido como Conselheiro Mafra. Torna-se um grande Jurista.

A Câmara nomeia o médico cirurgião, João Marcos da Costa Cardoso, para atender aos moradores pobres da ilha.

1832 

Nasce em Desterro, a 21 de março, Antônio Justiniano Esteves Junior, líder republicano que dirigiu propaganda contra o regime imperial.

Nasce em Desterro, a 18 de agosto, o pintor Victor Meireles.

1833 

É fundada a Irmandade de Nossa Senhora do Parto.

1834

A 17 de setembro é publicado o ato adicional que criou a Assembléia Provincial com 20 membros.

É criada a Guarda Nacional do qual muitos "senhores importantes" da Ilha eram oficiais.

A 9 de novembro realiza-se, na Província de Santa Catarina as eleições para primeira Assembléia Provincial que se instalaria a 1º de março do ano seguinte. 

Nasce, em Desterro, Luiz Delfino dos Santos.

Médico e poeta, sendo tido aclamado em 1885, como "o maior poeta vivo do Brasil" (Jornal "A Semana") e em 1898 "o príncipe dos poetas brasileiros" (Revista "Vera-Cruz").

1835

A 01 de março é instalada a primeira Assembléia Provincial tendo como presidente Feliciano Nunes Pires.

A  5 de maio é criada a Polícia Militar pelo então presidente da Província, Feliciano Nunes Pires, com a função única de Policiamento.

1837

A 25 de abril são criadas as cadeiras de: Filosofia Racional e Moral, Retórica e Geografia, Aritmética, Algébrica e Geometria Retilínea.

O governo resolve iluminar a cidade e usa para isso 80 lampiões a óleo de peixe.

Início da construção, em 2 de maio, da Capela Nossa Senhora do Parto.

1838

Nos dias 9,10 e 11 de março a Ilha e todo o litoral da província são castigados por um forte temporal de vento leste.

Em março a província sofre a primeira invasão Farroupilha.

Em setembro alguns prisioneiros farroupilhos, que iriam para o Rio de Janeiro no Patacho de guerra Patagônia, ajudados pelos marinheiros que se revoltaram, tomam o navio e, fazendo-o fundear em Ganchos, onde desembarcam.

1840

É comprado um terreno para a instalação do cemitério municipal onde hoje é a cabeceira da ponte Hercilio Luz, parte insular.

1842

É construída a outra ala do Quartel do Campo do Manejo.

O governador Antero José de Brito inaugura o matadouro do estreito.

1844

Termina o calçamento do Beco do Quartel e o ladrilhamento da Ponte do Vinagre.

1845

Visita do Imperador D. Pedro II e D. Teresa Cristina.

A 12 de outubro, desembarca na Ilha sob festas e aplausos, Sua Majestade o Imperador do Brasil Dom Pedro II e sua esposa a Augusta Imperatriz Dona Thereza Chistina, em viagem ao Rio Grande do Sul.

Lançada, a 23 de outubro, a pedra fundamental do novo prédio do Hospital no Desterro, ato que contou com a presença de D. Pedro II.

1846

É criada a Capitania dos Portos, que atualmente funciona no forte Santa Bárbara.

1847 

É feita a primeira tentativa de mudança do combustível dos lampiões de eliminação publica, mas não da certo.

1848

A população da Província era de 80.133 habitantes sendo 65.833 livres e 14.250 escravos.  

1851

É construído junto à Praça XV de Novembro o Mercado Municipal que era um bloco único retangular com uma porta em cada face. O prédio funcionou até 1896.

1853

A sociedade Recreio Catarinense realiza seu baile inaugural, que ocorreu nas dependências do quartel do Campo do Manejo.

Promulgada lei provincial nº 352, a 23 de março, criou a freguesia da Santíssima Trindade Trás do Morro, em Desterro.  

1854 

Em 31 de maio o presidente da Província, João José Coutinho cria a Biblioteca Pública da Província.  

1855

Biblioteca Pública. Abertura ao público, 9/01.

1856 

Sistema de canalização urbana.

Inaugurada, a iluminação pública a petróleo nas ruas do Desterro. Eram 189 lampiões, demandando uma despesa mensal de 585 mil e 333 réis.

1857 

Em 29 de junho, é feito o lançamento da pedra fundamental do Teatro Santa Isabel, atual Teatro Álvaro de Carvalho.

É criada a Escola de Aprendizes a Marinheiros e fica designado para seu comandante o 1º Tenente Thomaz Pedro de Bitencourt Cotrim.

Em 7 de janeiro, é inaugurado o Colégio Feminino da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos, dirigidos pelas Irmãs de Caridade.

1858

A Escola de Aprendizes de Marinheiros é apresentada a seu comandante com seus quinze alunos, ficando temporariamente no forte Santa Bárbara até que o Forte Santana ficasse pronto para recebê-la.

1859

Este ano é marcado por grandes fugas de escravos.

1860

Nasce na Desterro, a 29 de maio, Hercílio Pedro da Luz.

Nasce em Lages, a 28 de setembro, Felipe Schmidt.

Morre em Friburgo (RJ), a 16 de janeiro, Jerônimo Francisco Coelho, o pai da imprensa catarinense.

Em 11 de novembro, circula o primeiro número do jornal “O Chaveco", editado por Jõao Ribeiro Marques, circulando até 1861.

1861

Nasce na Desterro, a 24 de novembro, o poeta simbolista João Cruz e Souza.

É inaugurado o farol da ponta dos Naufragados.

Em 01 de julho, começa a circular o primeiro jornal diário “O Argos", da Província de Santa Catarina, de José Joaquim Lopes.

Em 04 de janeiro, circula o primeiro número do jornal “O mercantil", dirigido por F. Manoel Raposo de Almeida, até 1869.

Inaugurada, a 26 de dezembro, em Desterro, a igreja de Nossa senhora do Parto.

1862

A Assembléia Legislativa Provincial, é deslocada para o velho Quartel do Campo do Manejo por falta de dinheiro para pagar o aluguel do prédio no qual se encontrava.

1863 

Nasce em Itajay, Lauro Severiano Müller.

Nasce, em 6 de janeiro, em Canasvieiras, Virgílio dos Reis Várzea.

É considerado introdutor do gênero marinhista na literatura brasileira e o criador do Conto Catarinense. Escreveu: Traços Azuis", "Tropos e Fantasias", este de parceria com Cruz e Sousa; Mares e Campos", Histórias Rústicas", "Os Argonautas", Nas ondas. Morre em 1941.

Em 16 de janeiro, na cidade de Desterro, começa a circular o primeiro número do jornal "O Despertador", dirigido por José Joaquim Lopes Junior e que subsistiu até 1885.

1864

Morre, a 23 de maio, em Desterro, o major Manuel Joaquim de Almeida Coelho. Foi o primeiro historiador catarinense, destacando-se a obra "Memória histórica da Província de Santa Catarina".

1865 

É declarada guerra ao Paraguai. São então criados pelo governador os Corpos dos "Voluntários da Pátria". Inicia-se uma campanha de guerra, a qual ceifara muitos filhos desta Província.

O médico Dr. Pitanga é o primeiro catarinense a tombar em combate na guerra do Paraguai.

Nasce em Canavieiras, a 6 de janeiro, o poeta, escritor e historiador Virgilio Várzea.

Nasce em Tijucas, a 9 de dezembro, o historiador, folclorista, escritor e político José Arthur Boiteux.

De regresso da província do Rio Grande desembarca no porto do Desterro o Imperador D. Pedro II, permanecendo por dois dias no Desterro antes de retornar para o Rio de Janeiro.

1866

Na manhã de 24 de abril, uma grande explosão faz voar pelos ares o prédio da Alfândega, sepultando em seus escombros 10 pessoas e ferindo mais 15.

Um jornal da Ilha reclama contra a fundação de uma sociedade musical de negros.  

1867

Em 02 de janeiro, inaugurada da linha telegráfica entre Desterro, capital da Província de Santa Catarina, e Laguna.

Em 06 de janeiro, inaugurada da linha telegráfica entre Desterro, capital da Província de Santa Catarina, e Porto Alegre.

1868

No dia 6 de dezembro, em Itororó, cai mortalmente ferido o Cel. Fernando Machado.

A iluminação pública finalmente substitui o óleo de peixe por querosene.

É criado o cemitério luterano junto ao cemitério municipal.

1869

Em visita, a 1º de abril, no Desterro, o Conde D' Eu, genro de D. Pedro II.

1870

Assume a Presidência da Província de Santa Catarina José Bento de Araújo Lima, substituindo Manoel Nascimento da Fonseca Galvão.

1871

Cabo submarino. Desterro e Rio Grande do Sul.

1872 

O Capitão Romualdo Carvalho de Barros constrói o Hospital Militar do Exercito, no lugar onde hoje se encontra.

Nasce, em Desterro, o pintor, escultor e muralista Eduardo Dias.

A 16 de janeiro, é lançado ao mar um cabo submarino ligando a cidade de Desterro à de Rio Grande (RS).

1873

Fundada em 10 de junho, no Clube 12 de Agosto, a Sociedade Abolicionista do Desterro.

1874 

O Presidente da Província é autorizado a construir um novo prédio para abrigar a Alfândega, que é o mesmo dos dias atuais.

Os escravos e seus filhos, mesmo que libertos, são proibidos de freqüentar o Ateneu Provincial, estabelecimento de ensino equivalente ao ensino secundário.

A Escola de Aprendizes Marinheiros passa a funcionar na barca Tapajós. Tempos depois vai para um prédio que fica no final da rua do Passeio.

Em março, é fundado o Clube Abolicionista, no prédio da antiga Alfândega.

Visita da Princesa Isabel, Conde D'Eu e filhos para entrega de cartas de alforria.

1875

Em 11 de janeiro, é iniciada as obras do edifício-sede da ex-Capitania dos Portos, no local do antigo forte Santa Bárbara.

Em 16 de abril, no Desterro, lançamento da pedra fundamental do monumento a memória dos catarinenses combatentes mortos na campanha do Paraguai.

Lançamento da pedra fundamental do prédio da Alfândega na cidade do Desterro.

1876

É inaugurado o prédio da Alfândega.  

Visconde de Taunay, assume presidência da Província. Propôs mudança do nome Desterro para Ondina.

O professor Benjamin Carvalho de Oliveira instala, na localidade de Itacoruby, na Ilha, de uma aula noturna denominada "Luz e Povo".

1877

É criado o município de Canasvieiras, mas por problemas administrativos não é efetivado.

É inaugurado pelo Presidente da Província, Dr. Alfredo de Escragnolle Taunay, no Jardim Oliveira Belo, o monumento em memória aos mortos na Guerra do Paraguai.

Assume a Presidência da Província de Santa Catarina José Bento de Araújo, substituindo o primeiro vice-presidente, Hermínio Francisco do Espírito Santo.

1878

Morre, a 12 de março, em Desterro, o advogado Manuel de Freitas Sampaio, um dos líderes da "abrilada".

1879

O governo da Província de Santa Catarina assume a propriedade do Theatro Santa Izabel, atual Teatro Álvaro de Carvalho.

1880

Nasce  em Nova Trento, a 23 de outubro, o Ilustre Escritor e Historiador Lucas Alexandre Boiteux.

Inaugurada, a 6 de novembro, em Desterro, uma linha de bondes a tração animal, por iniciativa do Eng. Polidoro Olavo de S. Thiago.

1881

Começam as obras de construção do Farol da Ilha do Arvoredo sob direção do catarinense Capitão de Mar e Guerra Marques Guimarães, que depois chega ao almirantado.

1883

O Farol da Ilha do Arvoredo é inaugurado.

1884

Nasceu na Desterro a 8 de fevereiro no, Fulvio Coriolando Aducci.

No dia 31 de março é fundado nas dependências do Clube 12 de Agosto, o Clube Abolicionista.

Campanha “O Abolucionista”. Jornal semanário.

1885

Fundado, a 15 de abril, o primeiro clube republicano do Desterro, o Clube Republicano Esteves Júnior.

Nasce, a 30 de março, no Desterro, o poeta Ogê Maneback.

Em 9 de março, o pintor Victor Meirelles de Lima é agraciado com a comenda "Ordem da Rosa".

1887

Em 01 de agosto, começa a circular o primeiro número do jornal “A Evolução", pertencente ao Clube Republicano do Desterro.

1888

Em março, a Câmara oficializa ao governador da Província que em seus limites não existe um único escravo.

Inaugurado, a 18 de abril, no desterro, o aterro que depoís deu lugar ao chamado Largo 13 de Maio.

1890 

Foi inaugurada a Hospedaria do Imigrante, localizada no Saco do Padre Inácio, continente (Coqueiros).

Dissolução das Câmaras Municipais.

1891 

A 11 de janeiro é fundada a "Liga Operária Beneficente", por iniciativa de Pedro de Freitas Cardoso.

A 19 de fevereiro é constituído na capital o Partido União Federalista, chefiado por: Severo Pereira, Elyseu Guilherme e Fernando Hackrdt.

Criação dos Conselhos de Intendentes Municipais.

Em março, é transplantada a figueira da frente da catedral para a praça XV de novembro, onde permanece até hoje.

1892 

Decretado, sob nº 132, a 21 de abril, a instituição do Hino do Estado de santa Catarina, com música de José Brasilício de Sousa e letra de Horácio Nunes Pires.

Promulgadas duas constituições estaduais, a de 23 de janeiro e a de 11 de julho.

Floriano Peixoto assume a Presidência da República, depõe os governadores eleitos e 13 generais lançam um manifesto contra a legalidade do governo do marechal. Tais oficiais foram presos, reformados ou desterrados.  

1893 

A Revolução Federalista

A 11 de fevereiro os federalistas chefiados pelo General Gumercindo Saraiva, invadem o Rio Grande do Sul.

A 3 de março o governador prender os senhores, Dr. Hercílio Pedro da Luz, Dr. Bonifácio da Cunha, Santos Lostada e Francisco Margarida, que chegam escoltados na Desterro.

A 6 setembro estoura a revolta da armada no Rio de Janeiro contra o governo do Marechal, chefiada pelo Contra Almirante Custódio de Melo. 

A 28 de setembro chega à Ilha o Palas, que manda entregar ao oficialato ilhéu uma intimação. O conselho de Oficiais se reúne sob a presidência do oficial mais antigo. Cabe ao Marechal Gama D'Eça, mesmo já reformado, o comando desta calorosa reunião onde os ânimos se exaltam mas mesmo assim é decidido por meio de voto a entrega de Desterro aos revoltosos o marechal, segundo dizem, não teve direito a voto. Os oficiais que não aderiram foram levados ate a Ilha Grande pelo Palas e lá deixados, sem serem molestados física ou moralmente.

A 14 de outubro é solenemente instalado na Desterro o Governo Revolucionário sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Frederico Guilherme de Lourena.

No dia 2 de novembro, as forças federalistas comandadas por Gumercindo Saraiva, atravessam o rio Pelotas, iniciando sua incursão pelo território catarinense.

No dia 2 de dezembro chega a Desterro o General Gumercindo Saraiva, que é recebido com uma grande festa.

No dia 04 de dezembro chegou ao Desterro o Almirante Custódio de Melo com os encouraçados Aquibadan e Esperança.

1894

Revolução Federalista chega ao seu fim, e trágico.

A 7 de fevereiro é criado o Arsenal da Marinha, sob direção do engenheiro Luiz Buette, para fabricar armas e peças bélicas.

A 27 de fevereiro toma novamente o governo do estado o Tenente Manoel Joaquim Machado. A causa revolucionária esta perdendo terreno em todos os Estados.

A 3 de março partem da Desterro os Cruzadores Republica, Iris, Meteoro, Esperança e Uranus, com destino ao Rio Grande do Sul, sob o comando do Almirante Custodio de Melo. Como os revolucionários são repelidos ao entrar no porto riograndense, o almirante com sua frota segue para Buenos Aires e as entrega ao Governo Argentino.

A 13 de março o Almirante Saldanha da Gama e seus companheiros, vendo que a derrota era iminente, abandonam os navios na Baía de Guanabara e vão se abrigar sob a bandeira Portuguesa.

A 08 de abril parte do Rio de Janeiro uma frota de 13 navios com destino a Desterro.

A 11 de abril a frota chega a Enseada das Garoupas (Porto Belo). Ao entardecer os navios Itaipú e o Nicteroy são mandados para explorar os portos do Desterro. Já era noite quando eles voltam e informam as posições do Aquibadan e dos outros navios da frota Revolucionária.

A 14 de abril o Encouraçado Aquibadan é torpedeado.

A 17 de abril a Força Florianista toma a cidade do Desterro.

A 19 de abril chega ao Desterro o Iate Itaipú trazendo em seu dorso 500 praças (soldados) do 7 e  23 Batalhão de Infantaria, bem como o Coronel Moreira César (nascido em São Paulo a 7 de julho de 1850)

No dia 20 de abril começam as prisões na Fortaleza de Santa Cruz (Ilha de Anhatomirim). À proporção que os presos chegavam a fortaleza, já vinha o recado telegráfico do governo "Ponha em Prisão Segura" o que significava: FULIZILE-OS. Lucas Boiteux nos fornece alguns nomes dos sacrificados na Fortaleza. VITIMAS. Dizem que entraram na Fortaleza 185, e de lá nunca saíram. Os militares eram fuzilados os civis enforcados e nenhum deles teve sequer um julgamento.

A 02 de julho o nome do teatro Santa Isabel é mudado para Teatro Alvaro de Carvalho.

A 28 de setembro assume o governo o Dr. Hercílio Luz e como seu vice assume o Dr Polydoro Olavo Santiago.

A 1º de outubro é promulgada a Lei 111,  mudando o nome de Desterro para Florianópolis.

1895 

São criadas as Armas e a Bandeira do estado e é adaptado o Hino pela Lei 144 de 06 de setembro.

A 8 de outubro funda-se o Colégio Catarinense.

1896

É criado o Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina, atualmente aloja-se no Palácio Cruz e Souza.

Lançada, em 28 de dezembro, a pedra fundamental do atual mercado público.

1897

É fundada a Banda de Amor a Arte.

É instalado na torre da Catedral Metropolitana um relógio procedente da Alemanha.

Morre em Canudos na Bahia o Coronel Moreira César.

1898

O Palácio Rosado é concluído e transformado em sede do Governo, hoje Museu Cruz e Sousa.

Morre, a 19 de março, João de Cruz e Sousa, poeta maior do simbolismo brasileiro.

Em 9 de janeiro, circula em Florianópolis o primeiro número do jornal "A Vida", desativado em 1905.      

1899

Em 1º de novembro, é distribuído a primeira edição do semanário "Sul-Americano".

Aberta, em 5 de fevereiro, as portas do novo mercado público a comunidade.

Demolido, em 25 de março, o primeiro mercado público construído onde atualmente é a praça Fernando Machado.

1900

É instalada a cruz no Morro do Antão ou da Cruz, por iniciativa do monsenhor Francisco Xavier Topp.

Na guarita ou casa do sinaleiro, junto ao cruzeiro, um soldado avisava a movimentação de embarcações nas baias.

Morre, a 9 de março, Antônio Justiniano Esteves Junior, senador.

1901

Nasce em Florianópolis, a educadora Antonieta de Barros.
Instalou o Curso Primário, que tem seu nome. Foi professora do Instituto de Educação e Colégio Dias Velho. Publicou livro de crônicas intitulado "Farrapos de Idéias". Morre em 1952.

Começam a circular em Florianópolis, os primeiros exemplares dos jornais "Tesoura", "Oh! Ferro!" e "O Comércio".

1902

A 30 de maio é benzido o grupo de imagens de madeira (Fuga para o Egito) entalhada pelo tirolês Demetz Groeden.  

Em 28 de setembro, Lauro Müller toma posse como governador eleito do Estado.

1903

Nasce a 11 de outubro, em Laguna, o médico, escritor, historiador Osvaldo Rodrigues Cabral.

Morre, no Rio de Janeiro, o grande pintor Victor Meirelles.   

1904

José Boiteux publica o "Anuário Catarinense".

Em 2 de janeiro, entra em circulação a primeira edição do jornal "Correio do Povo" dirigido por Afonso G. do Livramento, permanecendo até 1906.

Nasce, em Florianópolis, a poetisa e jornalista Maura de Senna Pereira.

1905

Morre, em Florianópolis, Prof. Silveira de Souza.

1906  

Fundação do Ginásio Santa Catarina, futuro Colégio Catarinense.

Exéquias pelas vítimas do encouraçado Aquidaban que explodiu afundando na Ponta do Jacuacanga, no Rio de Janeiro.

1907

Morre, a 10 de maio, Manoel da Silva Mafra, o "Conselheiro Mafra".

É instalada na Hospedaria do Imigrante a Escola de Aprendizes Marinheiros, que só sairá de lá para ir para sua atual localização.  

1908

Delminda Silveira publica seu primeiro livro, em verso e prosa, intitulado "Lises e Martírios", escrito em 1885.

É criada a diocese da capital e a igreja matriz é elevada a categoria de Catedral.

Inaugurada, a 12 de abril, em Florianópolis, uma linha de bondes de tração animal entre o Cais Rita Maria e o Largo 13 de Maio numa extensão de 2km.

1909

Em março, iniciado os serviços públicos de abastecimento de água potável para a capital (centro da cidade).

Lançada, a 1º de dezembro, em Florianópolis, a pedra fundamental do prédio do asilo "Irmão Joaquim".

Em 10 de março, o Governo do Estado assina contrato com o Eng. Edward Simmonds, referente a execução de obras para fornecimento de água potável para a Ilha.

1910

É criada a Escola Técnica Federal de Santa Catarina.

É construído o prédio da Assembléia Legislativa na Praça Pereira Oliveira.

Em 25 de setembro, inaugurado o serviço de iluminação pública.

1911

Em novembro, iniciado as obras da rede de esgotos que terminaram em 1913.

1912

O Irani é atacado por forças paranaenses num combate sangrento onde morrem o monge José Maria e o Coronel Gualberto.

Em 4 de janeiro nasce em Tijucas, Leoberto Leal. Falecendo em desastre aéreo, no Paraná, em 16 de junho de 1958.    

1913

Foi fundada a maternidade Dr. Carlos Corrêa.  

Unificação da legislação sobre o processo eleitoral no Estado.

Transladados os restos mortais dos fuzilados de Anhatomirim para o cemitério municipal.

1914

Começa a circular o jornal "O Estado".

1915  

A 01 de junho é criado o Clube Náutico Riachuelo.

A 31 de julho é criado o Clube de Regatas Francisco Martinelli.

Cria-se a paróquia do Divino Coração de Jesus, com sede na igreja de Nossa Senhora do Parto.

O Exercito Brasileiro entra no conflito do Contestado.

Morre, em 23 de abril, Luiz Alves Leite de Oliveira Belo, último Presidente da Província de Santa Catarina.

1917

Santa Catarina toma posse definitiva dos territórios do Contestado, pelo Paraná.

É criado o Instituto Politécnico, sendo a primeira tentativa de um curso superior na Capital. Hercílio Luz e José Arthur Boiteux são os mentores.

1918

A 27 de dezembro é criado o Clube de Regatas Aldo Luz.

1920

É fundada a Sociedade Catarinense de Letras, atual Academia Catarinense de Letras.

1922 

A catedral passa por uma reforma e fica com a configuração atual. Nesta ocasião é benzido um carrilhão que veio da Alemanha.

1924

A 17 de março é criada a base de aviação naval, a atual Base Aérea.

1925

É criado o cemitério das três pontes, ou de São Francisco de Assis, para reunir os cemitérios do Centro e da Trindade.

Nasce em Nova Trento, a 06 de novembro, ilustre escritor e historiador Walter Fernando Piazza.

1926

Em 13 de maio é inaugurada a Ponte Hercílio Luz.

Morre, a 30 de julho, Lauro Müller, governador de 1890-1891 e 1902-1906.

Em 07 de outubro é fundado o Lira Tênis Clube, que fica no alto da rua Tenente Silveira, próximo à igreja Santo Antônio.

O Corpo de Bombeiros é anexado à Policia Militar.

1927

Elevada a sede Arquiepiscopal com a criação dos Bispados de Lajes e Joinville, 17/01.

Morre, a 25 de março, em Florianópolis, o jornalista Crispim Mira, vítima de atentado a bala.

1930  

Os revoltosos chegaram às portas da Ilha no dia 13 de outubro, mas para impedir a entrada o governo manda tirar o piso da ponte Hercílio Luz, que então é de madeira e coloca arame farpado.

Morre, a 10 de maio, Felipe Schimidt, governador de 1898-1902 e 1914-1918.

1931

A 24 de janeiro, é entregue a ala sul do mercado público a população.

1932

A 11 de fevereiro José Artur Boiteux, cria a Faculdade de Direito de Santa Catarina.

1934

Morre, a 8 de janeiro, em Florianópolis, José Arthur Boiteux, escritor e político.

Político catarinense que destacou-se na vida política e cultural do Estado. Fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Academia Catarinense de Letras ocupando cadeira 17 e Faculdade de Direito de Santa Catarina.

1935

É criada a Escola Profissional Feminina.

Fundada, a 5 de abril, em Florianópolis, a Academia de Comércio de Santa Catarina.

1936

A 12 de outubro é entregue à municipalidade o monumento a Hercílio Luz, na cabeceira insular da ponte de mesmo nome.

Nasce em São Vicente (Rio Grande do Norte), a 26 de novembro o ilustre poeta, escritor e historiador Iap

O quartel do Exército sai do campo do manejo onde existia desde 1791, para ir para sua localização atual, no Estreito.

1937

É fundado o Paula Ramos Esporte Clube, com sede atual na Trindade.

1941

Morre, a 29 de dezembro, no Rio de Janeiro, o contista catarinense Virgílio dos Reis Várzea..

1942

É criado o Veleiros da Ilha – Iate clube.

1943

Mudanças na estrutura administrativa da capital.

A 31 de dezembro o Estreito (Acutia) é anexado a capital do Estado definitivamente, por iniciativa de Nereu Ramos que também mudou o nome da Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades e Santo Antônio para Rerituba (abundância de ostras), que anos depois passou a denominar-se Santo Antônio de Lisboa.

1944

Realiza-se, a 9 de maio, em Florianópolis, a solenidade de despedida dos pracinhas catarinenses da FAB com destino a Itália.

1945

Realiza-se, a 12 de maio, em Florianópolis, a convenção partidária que resultou na fundação do PSD - Partido Social Democrático em Santa Catarina, cabendo a presidência ao então interventor Nereu Ramos.

1947

Assume o governo do Estado, eleito constitucionalmente, pelo voto direto, o Dr. Aderbal Ramos da Silva, o "Dr. Deba", recebendo o cargo do interventor Udo Deeke.

1949

Morre, a 6 de janeiro, no Rio de Janeiro, Heitor Pinto da Luz e Silva.

Farmaucêtico e professor. Dedicou-se ao jornalismo, fundou a revista "Crisântemo". Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e a Academia Catarinense de Letras, cadeira 12.

1950

A 29 de outubro é inaugurada a nova Escola de Aprendizes Marinheiros, no Estreito.

1953

Em 1º de maio é inaugurada a Radio Diário da Manhã.

1954

É inaugurado o Palácio da Agronômica, que serve atualmente de residência oficial do Governador do Estado.

1955

A 25 de março é criada a Faculdade de Filosofia e Letras, que mais tarde virá a integrar a Universidade Federal de Santa Catarina.

Em 15 de abril, criado em Florianópolis, o Sindicato dos Jornalistas de Profissionais de Santa Catarina.

1956

A 16 ou 17 de maio durante a noite começa um incêndio no prédio da Assembléia Legislativa da Praça Pereira Oliveira, as 23:15 os bombeiros foram chamados pela família Daux. O fogo consumiu todos os arquivos e preciosa documentação de posses de terra da capital.

1957

Colide com a Ilha das Gales o cargueiro Lili que vinha da Rio de Janeiro, vindo a afundar.

1958

A 16 de junho, um desastre aéreo em São José dos Pinhais, no Paraná, vitima três ilustres catarinenses: Nereu Ramos, Jorge Lacerda e Leoberto Leal.

1959

É iniciada a construção do Hospital Sagrada Família, no Estreito.

A 25 de abril, um sábado, é aberto para o público o novo mercado público da Mauro Ramos. Misto de mercado e rodoviária até setembro de 1981.

Em 02 de outubro, é criada a Biblioteca Municipal Barreiros filho, no Estreito.

1960

É criada a Universidade Federal de Santa Catarina, sendo seu primeiro reitor o Prof. Davi Ferreira Lima.

1961

São iniciadas as obras do ginásio coberto Charles Edgard Moritz, que ficou conhecido como 'Ginásio do Sesc'.

1962

É aberto ao Público o Besc – Banco do Estado de Santa Catarina.

1966

Morre, em 22 de março, em Florianópolis, prof. Henrique da Silva Fontes.

1967

Promulgada, nesta data, a oitava Constituição do Estado de Santa Catarina.

1968

Adotado, em 8 de julho, Rancho de Amor a Ilha de Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, vencedor do concurso municipal para a escolha do hino oficial da cidade.

1971

Morre, em 18 de janeiro, em Aparecida do Norte (SP), o cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, primeiro catarinense a atingir o cardinalato.

Morre, em 20 de janeiro, em Niteroi, Laércio Caldeira de Andrada, professor que deixou várias publicações sobre a história catarinense.

1971

Assume o governo do Estado, eleito indiretamente, o Eng. Colombo Machado Salles, substituindo Dr. Ivo Silveira.

1972

Decreto estadual, a 5 de abril, institui a Medalha de Mérito " Anita Garibaldi"

 

1975

Assume o governo do Estado, o Sen. Antônio Carlos Konder Reis, substituindo Colombo Salles.

1978

Morre, em 4 de março, em Florianópolis, Admar Gonzaga.

1979

Assume o governo do Estado, o Sen. Jorge Konder Bornhausen, sucedendo a Konder Reis.

1983

Morre aos 74 anos, em Florianópolis, o artista, pesquisador e folclorista Franklin Cascaes.

Franklin Joaquim Cascaes. Folclorista e desenhista, deixou valioso acervo de peças em cerâmica retratando as questões e aspectos culturais, atualmente sob guarda do Museu Universitário da UFSC, em Florianópolis. Entre os livros publicados tem "O Fantástico na Ilha de Santa Catarina" e "História da Cidade, Cultura da Terra e suas Lendas. 

1984

Morre, em Florianópolis, o jornalista Amaro Ribeiro Seixas Neto, o "Bruxo da Ilha".

1985

Morre, a 23 de maio, em Florianópolis, o pintor Martinho de Haro.

Morre, a 08 de julho, em Florianópolis, o compositor e músico Luiz Henrique Rosa, vítima de acidente de automobilístico.

1987

Morre, em Florianópolis, o desenhista, artista plástico e caricaturista e professor Domingos Fossari.

Assume o governo do Estado, Pedro Ivo Figueiredo de Campos, sucedendo a Esperidião Amin.

1991

Assume o governo do Estado, o Eng. Vilson Pedro Kleinübing. substituindo Cacildo Maldaner.

1997

Morre, em 18 de fevereiro, em Florianópolis, Hilton da Silva, o "Lagartixa", que permaneceu Rei Momo do carnaval de Florianópolis durante 46 anos.

2005

Incêndio na ala norte do mercado público municipal. Recuperado ao final daquele ano, volta com o interior repaginado com espaço de corredor ampliado.

2008

O Avai Futebol Clube se classifica no campeonato brasileiro da série "A" após nove anos.

 



  

Publicações diversas