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Manezisse

            

Mercado Público, o coração da cidade.

                  

    

               

A história do Mercado Público se confunde com a história de Florianópolis.

Nestes cento e tantos anos  suas paredes testemunharam de tudo. Desde a mudança do nome

da cidade, de Desterro para Florianópolis, como revoluções, a queda do império e a ascensão da

República, até as mudanças na estrutura e atividades do próprio Mercado.

Mas nem só de grandes acontecimentos históricos é feito o Mercado. 

Seus corredores continuam a abastecer a população com alimentos e, principalmente, 

histórias do cotidiano dos moradores de Florianópolis.

 

Comentário do folder: 100 anos do Mercado Público / SETUR.

 

             

Lugar de manezinho a mais de um século. 

      

                  

Dos idos anos do final do século XVIII, com a existência de um comércio primitivo, como as atuais feiras livres do centro, assim poderíamos imaginar os primeiros comerciantes da antiga desterro. Como o centro da cidade consistia basicamente a pequena praça na frente da igreja matriz. Nada mais natural ser também o melhor ponto comercial. Eram barracas muito modestas de produtos avícolas, pescados e hortifrutigranjeiros. Os produtos viajavam dias, partidos de todos os cantos da Ilha, para suprir as necessidades básicas da população. Estes, os autênticos Manezinhos, abasteciam as barracas montadas por atravessadores - já desde aqueles tempos.

Após quase cem anos as barracas deram lugar a uma edificação notável, concentrando o comércio num único local. Era um prédio que, apesar de um porte bastante satisfatório para o comércio, foi derrubado por ter sido erguido no final da praça, interrompendo a passagem para o mar, dizem. Assim, foi construído um novo prédio na antiga Rua do Comércio, hoje Conselheiro Mafra. Em 1930, foi agregada uma segunda parte conforme se mantém até hoje.

O Mercado, no coração da cidade, é um dos símbolos, talvez o maior deles onde o Manezinho mais se identifique. É ponto de encontro dos mais antigos por estar situado estrategicamente no centro histórico da cidade. Na diversidade do mercado encontramos lojas, bazares, bares e restaurantes, daí passagem obrigatória do ilhéu. 

Poderemos identificar facilmente uma setorização dos ramos de atividade comercial atuantes no mercado. Assim, na ala norte encontramos lojas de confecções e de calçados; no vão central, restaurantes, bazares e armazéns; e, na ala sul, peixarias, açougues, armazéns e bares predominam.

Pode-se destacar ainda que, alguns destes estabelecimentos estão a quase cinqüenta anos no prédio.

Por aqueles corredores nestes mais de 100 anos o manezinho vem freqüentado, seja para comprar, seja simplesmente para passagem, talvez atraído pela nostalgia que emana de suas paredes seculares daqueles tempos em que a cidade transpirava a tranqüilidade provinciana. 

Com a aparência de uma fortaleza medieval, o mercado mais que tudo representa a resistência da identidade cultural do manezinho.