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Casarão e Engenho dos Andrade
Responsável: Cláudio e Neri Andrade

Caminho dos Açores, 1180
Santo Antônio de Lisboa - Florianópolis - SC
FONE: (048) 235-2572


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A Ilha de Santa Catarina tinha, até meados do século XX, mais de 300 engenhos de farinha. Os engenhos representam a fase do apogeu econômico vivido pela agricultura na Ilha. A partir da década de 60 ocorreu a decadência motivada por vários fatores, entre eles a especulação imobiliária e a queda de renda na venda de farinha.

Os açorianos chegados ao litoral catarinense tentaram a princípio cultivar o trigo que era a principal fonte de alimentação no arquipélago dos Açores. O trigo não vingou e acabaram adaptando-se ao alimento da terra, a mandioca. O método indígena de fazer a farinha era bastante rudimentar e pouco rendoso. Os açorianos, então, adaptaram a tecnologia dos moinhos de trigo à produção da farinha.

Do encontro das culturas indígena e açoriana, surgiu o Engenho de farinha.

Visitar um engenho é fazer um passeio pela história da principal atividade econômica da Ilha de Santa Catarina durante dois séculos.

No inverno toda a família, auxiliada pelos vizinhos, punha-se na lide da farinhada. Atividade que atravessava as noites e era acompanhada de cantorias e fandangos até o romper do dia.

Ao visitar o engenho tem-se contato com palavras pouco conhecidas: sevador, prensa, fuso, antrolhos, tipiti, cangalha, quarta, paiol, almanjarra, canga, rodete, hélice, etc. Além da farinha de mandioca, também chamada de farinha de guerra, faz-se rosca de polvilho, rosca de massa, cacuanga, bijú e outras iguarias.

O engenho de Santo Antônio de Lisboa é um engenho de cangalha. O boi trabalha em volta do forno e do sevador. Existem ainda o engenho de chamarrita (o mais rudimentar, também chamado de pouca pressa) e o engenho de mastro.

Venha e conheça um típico engenho de farinha e o casarão da família Andrade em Santo Antônio de Lisboa.

O complexo histórico oferece a exposição permanente dos irmãos artistas plásticos; Neri Andrade e Cláudio Andrade. O primeiro, considerado pela crítica um dos "naïfs" do sul do Brasil. O segundo, utiliza a cerâmica como matéria prima para criar a escultura sacra. Cláudio é um dos últimos santeiros do estado.

Aberto a visitação nos horários das 9:00 as 12:00 e das 14:00 as 19:00 horas.